NASA Corre contra o Relógio para Resgatar Satélite Desgovernado em Órbita

 NASA Corre contra o Relógio para Resgatar Satélite Desgovernado em Órbita



A agência espacial norte-americana está diante de um de seus maiores desafios recentes: planejar e executar uma missão robótica inédita para salvar o observatório Neil Gehrels Swift. Operando no espaço há mais de duas décadas, o equipamento agora sofre com o desgaste natural de sua órbita e começou a perder altitude de forma contínua. Se nada for feito, ele fará uma reentrada descontrolada e acabará destruído na atmosfera da Terra.

O grande problema enfrentado pela NASA é o cronograma apertado, que vem sofrendo com seguidos adiamentos.

Uma sequência de falhas e imprevistos

Inicialmente programada para o fim de junho, a missão de resgate precisou ser adiada por duas vezes consecutivas devido às condições meteorológicas desfavoráveis. Na tentativa mais recente, realizada no início de julho, o plano era liberar o foguete Pegasus a partir de uma aeronave em alta altitude. Embora o avião tenha alcançado a posição correta, uma falha técnica impediu o lançamento do foguete, forçando a agência a paralisar os testes para investigar o erro.

A marca dos 300 quilômetros: o limite do resgate

Atualmente, o Swift se encontra a cerca de 370 quilômetros de altitude. Os engenheiros alertam que o limite crítico para qualquer tentativa de salvamento é de 300 quilômetros. Se o satélite descer abaixo dessa linha, a densidade da atmosfera tornará qualquer manobra de acoplagem impossível.

Caso a operação seja bem-sucedida, será um marco histórico: a primeira vez que a humanidade consegue capturar e salvar um satélite científico que não foi projetado originalmente para receber esse tipo de manutenção no espaço.

Boeing em Crise: Auditoria Aponta que Falhas na Cápsula Starliner Continuam sem Solução

O retorno da Boeing aos voos espaciais tripulados acaba de sofrer mais um duro golpe. Uma nova auditoria interna da NASA revelou que os problemas técnicos crônicos da cápsula **Starliner** permanecem sem correção, o que impede que a espaçonave receba a certificação oficial para transportar astronautas em missões futuras.

O relatório aponta três falhas graves que continuam colocando em risco a segurança das tripulações:

Vazamentos constantes de hélio nos sistemas internos;

Instabilidade e falhas de funcionamento nos propulsores;

Anomalias de abertura no sistema de para-quedas.

Reflexos do fiasco de 2024

A análise detalhou os bastidores da missão realizada em junho de 2024, quando problemas mecânicos graves no espaço obrigaram a NASA a mudar a estratégia de retorno de emergência. Na ocasião, os astronautas precisaram ser resgatados por uma cápsula Crew Dragon, da concorrente SpaceX, deixando a Starliner para trás. Diante do cenário atual, a Boeing já confirmou que o próximo voo de testes da nave será feito sem nenhuma vida a bordo, embora ainda não haja uma data definida para isso ocorrer.

Pressão e excesso de otimismo

De acordo com os auditores, a crise técnica é o resultado de uma postura excessivamente otimista da Boeing com os prazos, somada à pressões mercadológicas para cumprir metas comerciais. O documento também critica a própria NASA por não ter sido rígida o suficiente na fiscalização dos dados de simulação antes dos lançamentos oficiais.

Como recomendação, a auditoria sugeriu o congelamento de novos repasses financeiros para a Boeing até que todos os critérios de segurança sejam plenamente validados.

Informações adaptadas com base no conteúdo jornalístico do canal Olhar Digital.

Comentários